
Melhor amiga, se é que ainda te posso adjectivar assim.
Sentei-me no sofá de "cócoras" como me sentava quando falava contigo. Agarrei no caderno e tentei escrever-te uma carta, mas os papeis rasgados e imperfeitos , deitados para o lixo, fizeram-me desistir. É engraçado como uma crise de ciumes, ou seja lá o que foi para ti, destruiu um castelo. Um castelo que até ao momento eu diria que era forte. Mas agora vejo-o tão fraco, tão inseguro, e sabes , talvez sempre tenha sido assim e talvez tenha sido o orgulho que sentia por nós que me impediu de ver o quão fraco era. Mas acho que já nada importa, pois não ? O nosso castelo desmoronou-se e não há maneira e não há maneira de o voltar a construir. Porém , costumo apanhar todas as pedras e empilha-las em cima umas das outras, é que ainda tenho esperança de voltar a construir um novo castelo. Afinal, por muito livre que o ser humano seja, não consegue viver sozinho, assim como eu não consigo viver, sem ti.